quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Metade

Acordei querendo falar
atrasada como sempre,
hoje não teve café na mesa
unhas vermelhas descascadas
duas ou três meias lembranças intensas
não lembrava de tudo com nitidez
acho que a ansiedade embaçou minha visão
os olhos não enxergavam com clareza
abri então os olhos do coração
A alma morreu,
a alma morreu!
Que alguém leve esse corpo, por favor.
De que adianta meias verdades,
meias mentiras,
meia salvação, meia vida.
desviei o rosto pra não ver a bagunça dos lençois
não quero sofrer com a falta que você faz
não quero conviver com a confusão que você me traz
Tô esperando minha alforria
tentando ignorar a euforia
de cada palavra que você diz
Eu não sei o que você quer
Tudo bem, eu não sei o que eu quero
Eu quero que o silêncio não me enlouqueça
eu não quero ouvir zumbir
A alma morreu,
a alma morreu!
De que adianta meias verdades,
meias mentiras,
meia salvação, meia vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário