Acordei querendo falar
atrasada como sempre,
hoje não teve café na mesa
unhas vermelhas descascadas
duas ou três meias lembranças intensas
não lembrava de tudo com nitidez
acho que a ansiedade embaçou minha visão
os olhos não enxergavam com clareza
abri então os olhos do coração
A alma morreu,
a alma morreu!
Que alguém leve esse corpo, por favor.
De que adianta meias verdades,
meias mentiras,
meia salvação, meia vida.
desviei o rosto pra não ver a bagunça dos lençois
não quero sofrer com a falta que você faz
não quero conviver com a confusão que você me traz
Tô esperando minha alforria
tentando ignorar a euforia
de cada palavra que você diz
Eu não sei o que você quer
Tudo bem, eu não sei o que eu quero
Eu quero que o silêncio não me enlouqueça
eu não quero ouvir zumbir
A alma morreu,
a alma morreu!
De que adianta meias verdades,
meias mentiras,
meia salvação, meia vida.
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