terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Amor livre (reflexão)

   Fiquei pensando no conceito de amor livre após levar na cara de hipócrita (hipócrita é o caralho, inclusive!) por alguém que nem parou pra pensar no que significa essas duas palavras.
   Amor livre, aliás, o que significa?
   Liberte-se dos rótulos, liberte-se dos conceitos sexistas, liberte-se da vergonha. Amar sem vergonha o amor-sem-vergonha, não ter medo de aceitar as qualidades e amar os defeitos. Não julgar. Fazer o que te dá vontade quando você se sentir à vontade. Amar pessoas, não gêneros. Amar pessoas e coisas e gêneros. Beijar aqui, ali, depois mais pra baixo (mas só se você quiser). Monogamia, bigamia, poligamia, gamia nenhuma desde que você e as outras gamas estejam em comum acordo. Porque é comum. Amar mais de uma pessoa é normal. 
   É normal amar assim?
   Não. Normal é botar rédeas no coração. Se sentir livre pra amar é hipocrisia. 
  "Criança não ama!" Ama sim, desgraça, ama mais que você. "Velho não precisa de sexo!" Precisa e tá fazendo mais que você. "Sou assexuado, não quero relação com nenhum dos gêneros." Não tem problema, vamos ouvir música, ver filme, se você não quiser me comer, a gente come uma pizza. 
   Eu me sinto livre porque eu amo. Existe frase mais clichê? E qual é o problema com os clichês? Eu me sinto livre porque eu amo com 17 anos, eu me sinto livre porque eu deixei livre para que a pessoa escolhesse ficar comigo ou não e quando ela escolheu não eu me libertei para continuar amando outras pessoas mesmo sem deixar por completo esse outro amor de lado. Eu amo com paixão, com 17 anos, com hipocrisia, por que não? Eu amo com entrega, porque paixão meia boca não me interessa.
    Eu não tô na idade de ser fria. Aliás, idade nenhuma é idade de ser frio.
   A liberdade do amor está no que você quer fazer para amar.
   Eu amo, amo a liberdade que o amor livre me dá.

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