Eu não estou em condições de lhe dar nenhum conselho, meu bem.
Mal chegastes aos 17 anos e já defronta questões tão complicadas da vida, questões que eu, aos 47, não vi em meu caminho.
Ontem vi quando chegou em casa, lhe abracei durante o banho, cuidei de você durante a noite que foi tão difícil. Sonhastes com alguém, imagino. Você chamou seu nome incontáveis vezes, chorou e se abraçou.
Não beba mais maçã, meu amor.
Nem maracujá.
Nem limão.
Muito menos a de morango.
Mas maçã nunca, nunca mais.
De todas foi essa que sobrou de gosto em sua boca, porque maçã é pecado. É proibido. É convidativo.
E você sabe, agora.
Cuide-se, pequena. Porque ninguém mais vai cuidar de você.
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