"Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica."
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica."
"Carlos, sossegue, o amor
é isso
que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será."
Carlos Drummond de Andrade
Quero que a técnica vá para o espaço
Ao inferno você e essas aulas de poesia!
Você acha que pode me ensinar a rima
E quer manipular meu traço.
Até parece que você não sabe o que é sofrer
e que a escrita é um jeito de escapar da vida
Quem nunca chorou por amar demais alguém
é que acha que não tem como letrar asperezas vividas
Eu quero que se foda essa coisa que Drummond fala,
aposto que não era tudo isso que ele pensava
Pronde é que eu vou correr se estou apaixonada?
Se o que eu escrevo é ruim ou se é bom
só interessa a mim e ao que restou
de um amor triste e que poucos minutos durou.
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