A primavera é, com todo o meu coração, a estação que mais gosto e mais odeio. É exatamente o mesmo sentimento que tenho pelo meu professor de literatura.
A primavera é, assim como ele, de boa aparência (ai, que vontade de rir) e também vem cheia de promessas no mês de setembro: promessas de momentos bons, de lições interessantes, promessa de nos ensinar a viver de um jeito um tiquinho mais romântico e mais lírico. Então, quando chega lá por mês de outubro, vem as crises alérgicas pelo pólen das flores, as cores já começam a enjoar, o ar fica seco e o clima não se decide se esquenta ou fica frio. Eu passo a contar os dias para o verão (quantos dias faltam, mesmo?). Mas parece que as pessoas não pensam assim, elas se apaixonam na primavera. Isso nem é estatística de filme de comédia romântica dos anos noventa, as pessoas realmente se apaixonam em setembro e outubro. E eu, uma apaixonada de muitos verões atrás, fico só observando (com frieza, adimito) essa enxurrada de mudanças no status de relacionamento no Facebook.
Entretanto, eu me apaixonei no verão por uma pessoa que veio na primavera. Por isso a primavera é, com todo o meu coração, a estação que mais gosto e mais odeio.
Ps: não me apaixonei pelo meu professor de literatura, mas precisava desabafar sobre ele também.
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