quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Obviedades

   Naquele momento, observando as estrelas, ela segurou minha mão e sussurrou em meu ouvido: "não solta, por favor". Eu não disse nada, talvez ela pensasse que o que eu sentia era indiferença, mas é que o pedido era tão ridículo. Ela não precisava pedir para eu não soltar sua mão, porque eu simplesmente não era capaz de fazê-lo. Se ela deixasse eu mergulhava na fossa do Universo segurando sua mão. Mas como era possível pensar nisso se eu a tinha ali, embaixo das estrelas?

Nenhum comentário:

Postar um comentário