Têm janelas imensas nesses teus olhos
me enxergam, me devoram, me espalham
Antes eu te via como redenção
hoje eu nem te vejo mais
Quem foi o monstro que te privou de mim
onde esconde o dragão que te levou?
A qual magia se entregou por fim
Por que não gritas a aflição que sentiu?
Dentre tantas as perguntas borradas de dor
há o lamento que responde a todas elas:
foi o destino que te arrancou de mim
Com o drama da situação não pude me despedir
mas ah, como foi doce, tão doce quando o contínuo
que doce foi o nosso fim
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