sexta-feira, 23 de maio de 2014

Inevitável interrupção

Têm janelas imensas nesses teus olhos
me enxergam, me devoram, me espalham
Antes eu te via como redenção
hoje eu nem te vejo mais

Quem foi o monstro que te privou de mim
onde esconde o dragão que te levou?
A qual magia se entregou por fim
Por que não gritas a aflição que sentiu?

Dentre tantas as perguntas borradas de dor
há o lamento que responde a todas elas:
foi o destino que te arrancou de mim

Com o drama da situação não pude me despedir
mas ah, como foi doce, tão doce quando o contínuo
que doce foi o nosso fim

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