quarta-feira, 22 de maio de 2013

Diário

Despertando de uma inércia irritante, neste final de semana sofri uma epifania. Após quatro meses, sinto que envelheci quarenta anos, ao passo que, no espelho, rejuvenesci. Percebi enquanto estava com meus amigos. Quanto mais eu ria de suas palhaçadas e enchia meu ego de satisfação e prazer por vê-los felizes menos eu me sentia a vontade. Menos eu sentia que pertencia a eles. Não era assim no começo. No começo, o verbo era "ser". Eu não estava com eles, eu os era. Eu pertencia às suas almas juvenis de meninos recém apresentados ao mundo, eu os vivia e quando brincávamos, brincávamos juntos. Brincávamos de crescer e nos sentíamos muito bem. Hoje, meu verbo é "ver". Os vejo e satisfaço-me apenas em vê-los felizes. Meu ciúmes não é mais obsessão e agora desejo apenas vê-los brilhar. Sem que eu precise estar de mãos dadas, ou até mesmo os empurrando. Hoje vejo que podemos crescer juntos sem estarmos agarrados um ao outro. Agarrar-se... Desnecessário ao meu ver. Amizade não é depender um do outro, penso eu.

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