sábado, 27 de abril de 2013

Vivo bem pra sentir saudade


   Um amigo meu foi embora na semana passada. Me despedi dele no domingo e ele mudou seu continente na quinta. E só depois dele ir que senti o quanto odeio despedidas, o quanto eu me apego à rotina e o quanto eu amo pessoas. Eu não estava tão próxima assim dele e já havia se passado um ano desde que a gente se abraçou com o sentimento de amigo, de vontade de ficar perto um do outro. Se ele ainda estivesse em Curitiba o domingo ainda seria o último dia em que nos tínhamos visto, entretanto, pensar que ele não mora mais aqui dói e faz com que eu sinta saudades. Faz com que eu pense nele. 
   Outro amigo meu foi embora no fim do ano passado. Mas ele não era bem um amigo. Acho que eu era apaixonada por ele, apaixonada assim, tipo ensino médio. Ele foi embora e eu achei até bom, não doeu tanto porque foi bom saber que ele estava longe de mim e que eu não corria risco de encontrá-lo por aí. Quando ele voltar minha paixão de ensino médio será substituída pelo afeto incondicional que ele merece, aquele que não passará de amizade. Tipo uma relação de um recém curado do vício do álcool com uma garrafa de vinho caro. Fica só ali, olhando, amando, admirando, mas já não deseja possuí-la. 
   Desculpa a divagação. É que eu só queria falar da saudade. Sinto saudade mais que amor e talvez eu já tenha até me acostumado. Eu estou bem assim, eu acho. 
Amém.

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