Deixe suas necessidades nas mãos dessa mulher
Confie sua vida sem fazer apostas
Ela seria a única que não te daria as costas
Deixe que ela te ouça, que te console
Que cuide do seu coração
Que cicatrize suas feridas
Logo, logo ela te deixará aberto novamente, então
Porque nela há pedidos que você não consegue saciar
Então ela te abandonará à sorte
Porque não se confia em uma mulher com sede
Nem em um homem com fome.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Mão.
Mão de segurar mão
Mão de segurar rancor
Mão de segurar papel
Mão que parece céu
Mão que faz carinho
Mão que dá arrepio
Mão que retira espinho
Mão que faz poesia
Mão que leva à boca a linha
Mão que acaricia
Mão de pianista
Mão de guitarrista
Mão de vocalista
Mão de trabalhador
Mão que protege os olhos
Mão que segura amor
Mão, sua mão.
Mão de segurar rancor
Mão de segurar papel
Mão que parece céu
Mão que faz carinho
Mão que dá arrepio
Mão que retira espinho
Mão que faz poesia
Mão que leva à boca a linha
Mão que acaricia
Mão de pianista
Mão de guitarrista
Mão de vocalista
Mão de trabalhador
Mão que protege os olhos
Mão que segura amor
Mão, sua mão.
A um passarão
A um passarinho
Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis.
Deixa-te de histórias
Some-te daqui!
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis.
Deixa-te de histórias
Some-te daqui!
Vinícius de Moraes
Que foi? Eu não te disse que poeta alegre não escreve, não?
Mas acalma esse teu coração.
Sabendo bem quem é o responsável pela minha alegria
Já já tem mais poesia.
sábado, 10 de agosto de 2013
A história do "tem que deixar ir"
Eu tinha dois passarinhos, um gatinho e um cachorrinho.
Mantinha todos presos em gaiolinhas e cada vez que eles tentavam fugir eu enchia de armadilhas para que eles acabassem se machucando e voltassem para mim, acreditando que fora dos meus cuidados eles seriam maltratados pelo mundo.
Um dia eu levei uma bronca; me disseram que quanto mais eu trancava as portas das gaiolinhas, menos eu realmente os tinha.
Então numa noite eu fui dormir sem trancar as gaiolinhas e os passarinhos e os gatinhos fugiram. O cachorrinho não, o cachorrinho ficou. Foi direto para minha cama dar lambidinhas no meu rosto. Eu pensei que era para me avisar que os outros tinham fugido, mas não, ele só queria dizer que ele estava ali para sempre se eu quisesse.
O gatinho sumiu por uns tempos, depois voltou. Não sei o porquê, mas voltou. E eu realmente percebi que o amava e que sentia sua falta. Ainda sinto quando ele some por um tempo (ele sempre vai embora para depois voltar).
Os passarinhos não. Os passarinhos não voltaram.
Mas eu só pude comprovar nessa história é que é verdade que tudo que a gente joga no mar, e que pertence à gente, Iemanjá devolve. Mas não porque a gente possui, mas porque a gente ama.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Amor te é morte
"Amo a morte porque viver dói. Quando você morre toda a dor acaba."
Jim Morrison em The Doors - The Film.
Jim Morrison em The Doors - The Film.
Morte
Amor
te A mo
r te
dói
dói
Amor
te
dói
A morte
é dor
Amor
te é morte.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
A musa.
Tem certos ventos que nos atraem tantas coisas boas quanto os ventos que tiram coisas de nós. Naquela tarde o vento era próspero. Talvez seja porque no campo eu ache que nunca nada de ruim pode me agarrar pelo pé e me pendurar de ponta cabeça no mundo, no campo o capim é paz e correr descalço é tão comum que não faz nem poesia. Naquela tarde os ventos prósperos me levaram até aquelas pedras onde o córrego cristalino de água deixava uma trilha de promessas boas, prometia, primeiramente, me levar a uma cachoeira. E a vista das quedas era de tirar o fôlego. Sentada nas pedras, meditando sobre a vida, cruzei seu olhar emergir da água. Quem se assustou mais, eu ou a ninfa, não sei, mas eu caí na água também.Quando voltei à superfície não era uma, e sim centenas de milhares de luzinhas rodeando minha cabeça e eu ouvia suas risadas como sinos. As ninfas, as musas, as fadinhas, coloridinhas e sapecas sapecando pela água, pela natureza. Essas que rodearam a cabeça de Homero, de Dante, Velazquez e da Vinci, de Goddard. Essas com quem apenas sonham Hichcock e Tarantino. Pequenos seres de luz, mitológicos, magníficos, vindo em minha direção, para me inspirar, para me dar toda a genialidade das maiores personalidades da humanidade. Vindo. Me atacar. Bicadas, mordidinhas, puxõezinhos de cabelo. Elas vieram apenas para levar embora o pouco de serenidade e criatividade que eu tinha. Acéfala, desmemoriada, um ser comum, pereci no fundo daquelas águas, que depois a mim vieram se revelar nada mais que esgoto a céu aberto.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Un cœur brisé
C'était une jeune fille douce comme le miel, mais seulement Dieu et elle savent l'effet d'un cœur brisé. Maintenant, elle ne vous regarde pas comme vous voulez, mais avant elle donnerait sa vie pour obtenir ton regard. Peut-être, si vous avez essayé cela donnerait... Mais n'essayez pas, garçon, son cœur est dur comme de la glace.
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